[As práticas que estamos a sugerir estão incluídas no livro “Esperança Ativa: como encarar o caos em que vivemos sem enlouquecer” de Joanna Macy e Chris Johnstone, que foi objeto de estudo dos encontros Comunidade de Aprendizagem em 2022]
Expressão criativa de nossa dor (pessoal ou coletiva)
Se não estamos acostumados a articular as nossas emoções, às vezes pode ser difícil saber o que sentimos. Uma maneira de extrair sentimentos para que eles se tornem mais fáceis de reconhecer é dar-lhes um formato, como uma forma ou cor no papel, um som usando a nossa voz ou uma textura com argila. Ir além das palavras, ou mergulhar abaixo delas, leva-nos a esse estágio subliminar onde sentimos as ameaças, para que possamos tocá-las e libertar as nossas respostas mais profundas à condição do nosso mundo, da nossa vida.
EXPERIMENTE:
Desenhar as suas preocupações
Pegue num pedaço de papel em branco e algumas canetas coloridas. Rabisque ou desenhe imagens para representar as preocupações que tem e os sentimentos que a/o acompanham.Quando imagens vêm à tona, elas permitem-nos entrar no reino das nossas respostas intuitivas em relação a este momento. Podemos surpreender-nos pelo que as nossas mãos retratam, imagens de preocupação reveladas no papel que podemos não ter falado ou sequer compreendido. Imagens, uma vez criadas, têm uma realidade própria que não precisamos explicar ou defender ou desculpar-nos a respeito delas. Elas são como são, mostram o que mostram e trazem à vista mais do que palavras sozinhas podem fazer.


