Práticas para honrar a nossa dor pelo mundo – o poder das conversas

[As práticas que estamos a sugerir estão incluídas no livro “Esperança Ativa: como encarar o caos em que vivemos sem enlouquecer” de Joanna Macy e Chris Johnstone, que foi objeto de estudo dos encontros Comunidade de Aprendizagem em 2022]

O poder das conversas

Uma expressão que ouvimos muitas vezes é “não percebi que sentia tão fortemente até que me ouvi dizer isto”. Ao expressar as nossas preocupações e dar voz aos nossos sentimentos, tornamo-los mais visíveis não apenas para os outros, mas também para nós mesmos. Quanto mais trazemos as questões à tona, mais inclinados a enfrentá-las nos tornamos. Como a autora de best-seller Margaret Wheatley observa:

Muitos esforços de mudança em larga escala – alguns dos quais venceram o Prémio Nobel da Paz – começaram com o simples, mas corajoso, ato de amigos conversando entre si sobre os seus medos e sonhos. Ao analisar vários desses esforços e como eles começaram, sempre me deparei com uma frase: “Alguns amigos e eu começamos a conversar…”

Quando as pessoas nos revelam a sua angústia sobre as condições do mundo, a nossa resposta influencia poderosamente a maneira como a conversa se desenvolve. Reconhecendo o compartilhamento da dor pelo mundo como uma comunicação crucial, podemos honrar a sua expressão, oferecendo a nossa atenção plena. Em vez de tentar consertar sentimentos de angústia, aceitamos a sua validade e importância. Fazer isto é em si uma ação rumo à Grande Viragem.

“Esperança ativa é tornar-se participante ativo em fazer acontecer o que desejamos ver surgir.”

— Joanna Macy

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