A Transformação pelo Encontro – Escritas Coemergentes

Escritas Coemergentes com Margarida Cardoso

Coemergência

“A palavra tibetana lentchig kyepa é traduzida como “coemergência” ou “reunindo-se”, tal como a fusão de dois rios. Também poderia ser traduzida como “inato”, porque literalmente significa “nascido juntos”. Coemergência refere-se ao facto que a sabedoria que percebe a natureza verdadeira dos fenómenos já está presente em nós. Não é algo que precisa ser gerado novamente. Nós temos essa sabedoria, mas não percebemos isso. Por não percebermos as coisas tal como elas são, nós sofremos. Pela sabedoria coemergente, nós nos conetamos com a realidade das coisas que já estão presente em nós.” (Centro de Estudos Tibetanos KTT)

Margarida Cardoso

Facilitadora, Ativista de rodas e círculos

Professora de Meditação e de Mindfulness, coordenadora de encontros para o florescimento individual e coletivo

Curiosa e devota dos caminhos vivos que mapeiam o chão e a alma.

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Então, escrita coemergente, é uma escrita que é em si um convite a confiar no processo. A confiar que temos o que precisamos, que mesmo os nossos dragões podem se transmutados, e que múltiplos factores se reunem para que algo aconteça, para que a escrita, a criação se faça. E que isso é algo de mágico.

Neste encontro vamos co-respirar algumas ideias como interser, interdependência, culturas regenerativas, mas vamos também “por a mão na massa”… para isso vai precisar de papel ou caderno e caneta.

“Ao desaprender damos as boas vindas à reinvenção” (Felipe Tavares)

“Ao viver e amar as questões mais profundamente, podemos redescobrir a beleza e a abundância que nos rodeia, encontrar um significado profundo em pertencer ao universo, uma alegria profunda em cultivar relacionamentos com toda a vida e uma satisfação profunda em co-criar uma vida próspera e saudável para todos.

As perguntas, mais do que as respostas, são o caminho para a sabedoria coletiva. As perguntas podem desencadear conversas culturalmente criativas que transformam a forma como nos vemos e a nossa relação com o mundo. Com isto em mente, tudo muda instantaneamente.”

Designing Regenerative Cultures, Daniel Whal

A maravilha está a acontecer o tempo todo: o pássaro canta, os carros passam, as sensações corporais prosseguem, o coração pulsa; a vida é um milagre a cada segundo, mas ao sonharmos os nossos sonhos em primeira pessoa perdemos tudo isso. Portanto, permaneçamos só sentados com o que talvez pareça uma confusão. Sintam-na apenas, sejam essa confusão, apreciem-na. Nessa condição temos possibilidade de ver com mais frequência através dos falsos sonhos que obscurecem a nossa vida. E depois, o que há?

Charlotte Joko Beck no livro Sempre Zen